22 de maio de 2013

A matemática da vida a dois

Com planejamento e comum a acordo, vocês podem construir um patrimônio.

A matemática da vida a dois


Vida a dois, vida nova.

Para começar esta nova fase com o pé direito, é essencial que vocês cheguem a um acordo sobre as finanças do casal.

Agora vocês têm objetivos em comum, duas fontes de renda e muitos planos para colocar em prática.

Então, mãos a obra: é preciso planejar a vida financeira do casal.


Quem cuida do orçamento e das contas?

Uma decisão inicial da vida a dois é escolher quem irá administrar o orçamento e se responsabilizar por manter em dia os compromissos financeiros do casal. Existem várias possibilidades. Conversando vocês vão encontrar a melhor solução. Veja algumas sugestões mais comuns:
Conversar sobre finanças pode ser difícil, mas é fundamental, especialmente, para quem está iniciando a vida a dois
  • Se um dos dois for mais organizado, pode assumir sozinho o controle sobre o orçamento e pagamento das contas
  • Outra opção é compartilhar essas responsabilidades. Nesse caso, um fica responsável por algumas contas e outro pelas demais
  • Ser responsável por manter os pagamentos em dia não significa que o dinheiro para pagar as contas deva sair, exclusivamente, do bolso de um ou de outro. Conversando vocês vão decidir a melhor forma de somar seus recursos


Como dividir o dinheiro?

Também não existe uma única fórmula que funcione para todos os casais. Os gastos são comuns aos dois e vocês terão de chegar a um acordo sobre como o dinheiro será dividido ou somado. Conheça algumas opções que funcionam para muitos casais:
Dividir responsabilidades e estabelecer estratégias, de comum acordo, é um bom caminho para a prosperidade
  • Dividir a origem do dinheiro. Por exemplo: ela assume as despesas com supermercado e o dinheiro para este pagamento sai da conta dela. Ele assume a água, luz e telefone, e o pagamento sai da conta dele, e assim por diante
  • Abrir uma conta conjunta exclusivamente para o pagamento das despesas conjuntas. Nesse caso, vocês devem estabelecer como será a contribuição de cada um:
    • Meio a meio
    • Proporcional aos ganhos de cada um
  • Independentemente de quem ganha mais ou menos, os valores depositados na conta são do casal
  • Mesmo com uma conta conjunta, se um dos dois for mais organizado que o outro e houver um acordo, apenas um pode assumir a responsabilidade de organizar o orçamento e manter as contas em dia


Investimentos do casal, uma questão de regime de bens

Ninguém que inicia uma vida a dois gosta de pensar em divisão de bens. Mas essa é uma decisão importante. Tanto para quem se casa oficialmente como para quem mantém uma união estável em que não há casamento, mas uma convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família. O tipo de regime de bens é decisivo para a vida financeira e os investimentos dos dois. Conheça cada um dos regimes:
Comunhão parcial de bens: é o regime padrão no Brasil. Ele não precisa ser escolhido. É automático caso não se tenha optado por outro. Nesse caso, todo o patrimônio adquirido durante o relacionamento, que não tenha origem em doação, herança ou legado, pertence igualmente aos dois. No caso de uma separação, cada um terá direito ao seu patrimônio pessoal - aquele que existia antes do relacionamento ou casamento – mais metade dos bens adquiridos em conjunto.

Dependendo do tipo de regime de bens da união, as decisões de investimento mudam e, no caso de uma separação, o destino do patrimônio também
Separação total de bens: exige a assinatura de um pacto antenupcial, em cartório, que mantém as finanças totalmente separadas. É necessário um acordo para as despesas compartilhadas. No caso de uma separação, cada um fica com o que lhe pertence. Gastos e investimentos são conduzidos de forma independente. Patrimônios adquiridos em conjunto podem ser co-partilhados, onde cada um terá uma porcentagem definida do patrimônio.

Comunhão universal: antigo regime padrão que atualmente só é adotado em um pacto antenupcial. Nele, todos os bens do casal adquiridos antes ou depois do casamento, pertencem aos dois. Apenas joias pessoais, rendimentos do trabalho, pensões recebidas por decisões judiciais e heranças não podem ser divididos entre o casal que optar por este regime. Em caso de separação, a divisão é meio a meio.

Participação Final nos Aquestos: nesse regime não há comunhão de bens durante a união. Cada um responde pelo seu patrimônio. No caso de separação, os bens adquiridos durante a união são divididos, como na comunhão parcial de bens, ou seja, o que existia antes do casamento pertence a cada um e o patrimônio conquistado durante a união é partilhado meio a meio.

Acordo personalizado: não é um regime, mas uma opção. O casal pode registrar e um contrato nupcial os termos de um acordo, desde que não contrarie nenhuma lei. Se decidirem por investimentos conjuntos, é importante que a estratégia seja planejada de comum acordo pelos dois.
  • O ideal é que inicialmente cada um conheça o seu perfil preenchendo a Análise de Perfil do Investidor
  • O segundo passo é decidir como irão aplicar seus recursos, considerando o perfil dos dois, especialmente se forem perfis diferentes
  • Uma boa conversa e a orientação de um especialista podem ser úteis
  • Se os perfis forem muito diferentes, por exemplo, um conservador e outro agressivo, ou vice-versa, vocês podem definir que uma porcentagem dos recursos seja aplicada em um investimento mais conservador e outra parte em um mais agressivo

Fonte: Banco Bradesco


Ps: Achei mega interessante este artigo e vim compartilhar com vocês...

beijos

3 comentários:

Suzy disse...

Tati muito bom esse artigo!!
Qto ao ultra vc pagou qto em média?? Já pensei nisso mas não tenho noção de qto custa e se é viável.

Beijos

Sara Eugênia disse...

Oiii

nossa a questão financeira é uma coisa muito importante que quase ninguem pensa... já vivi muitas brigas por causa disso...

quando se fala em dinheiro e em quem vai controlar as finanças tudo fica mais complicado, algumas pessoas acham que juntar as fontes de renda é sinonio de perder autonomia e ficam com esses fantasmas na cabeça...

assim a outra pessoa pode acabar com fama de controladora... por outro lado é dificil um casal sem objetivo financeiro comum conseguir ir em frente sem dificuldades...

Esse é um dos meus maiores problemas atualmente

bjinho

www.enquanto-isso.com

Mayara disse...

Tati, faz a receita e mata essa inveja..rs.. Beijosss