Especialistas revelam como criar um filho único independente e feliz
As famílias diminuíram e, agora, as crianças reinam sozinhas em lares só de adultos. Como não mimar? Como não sentir culpa por não ter dado um irmão? Respondemos a essas e outras questões para você.

Foto: Getty Images
Não existe um fator isolado que tenha determinado essa mudança, e sim
uma série deles combinados: a atuação da mulher no mercado de trabalho, a
idade mais avançada em que elas engravidam, a busca da estabilidade
financeira e emocional do casal e avós mais ativos, que não podem mais
ajudar tanto na criação dessas crianças, são apenas alguns deles.
Nesse cenário, ainda que a pressão em cima dos pais tenha diminuído -
mas não sumido -, muitos ainda se preocupam com a criação dessas
crianças. Como evitar que o filho caia nos mitos que envolvem um pequeno
sem irmãos? Ele será mimado, egocêntrico, dependente?
A preocupação é tanta que Carolyn White, mãe de Alexis, com quase 30
anos atualmente, fez da criação de filhos únicos a sua profissão. Autora
do livro Criando Filho Único e responsável pelo site Only
Child, ela e o marido, Chuck White, desvendaram alguns dos segredos não
tão secretos assim de criar a criança de forma saudável. Segundo eles,
existem sete pecados que influenciam esse processo: superindulgência,
superproteção, fracasso na disciplina, compensação excessiva, buscar a
perfeição, tratar os filhos como adultos e elogiar demais.
Cada um desses temas passa pela cabeça dos pais, e não só daqueles de filhos únicos
- afinal, qualquer criança pode ser superprotegida ou mimada mesmo em
meio a vários irmãos. Então, com o que vale a pena se preocupar
realmente? Nossos especialistas respondem a seguir.
Meu filho será mimado, tímido?
O pediatra especializado pela Unicamp Tadeu Fernando Fernandes,
presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados
Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo, destaca dois estudos
tranquilizantes, um da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e outro
da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. O primeiro deles mostrou
que os filhos únicos apresentam menos casos de ingestão de bebida
alcoólica e melhor desempenho escolar. Já o segundo, publicado pela
revista especializada Pediatrics, deu destaque à facilidade de
socialização dessas crianças, que não difere em nada daquelas que têm
irmãos. "Os filhos únicos parecem ter tantos amigos quanto os não
únicos, exercer a liderança e sentir-se satisfeitos com a vida deles.
Tendem a exibir traços similares aos filhos primogênitos e parecem ter
maior autoestima do que as crianças com irmãos", afirma o médico. Quanto
ao mito de que são mais tímidos, Sueli Conte, mestre em educação e
psicopedagoga, de São Paulo, tem a resposta na ponta da língua: "Timidez
não é defeito, e sim traço de personalidade. Portanto, essa
característica não é exclusiva do filho único".
Como educar um só?
Equilíbrio é a palavra-chave para qualquer relacionamento,
principalmente entre pais e filho único. Achar a medida certa de
carinho, proteção e limite é fundamental para que o pequeno cresça, se
desenvolva e aprenda a lidar com as frustrações e responsabilidades ao
longo da vida. Dar pequenas tarefas para a criança e explicar como é
importante dividir os brinquedos são ações que devem ser iniciadas a
partir do segundo ano de vida da criança. "Esse aprendizado, no que se
refere a ceder, negociar e abrir mão, vai acontecer provavelmente com um
pouco mais de dificuldade para o filho único. Por isso, é importante
que esse treino já aconteça em casa, antes do início da vida escolar",
orienta a psicóloga paulista especializada em crianças Daniella Freixo
de Faria.Os pais devem pedir para os cuidadores, avós ou babá que também
saibam dizer não. "A criança precisa ter limites, acatar regras, saber
ouvir, esperar, respeitar uma opinião contrária à sua, dividir seus
objetos, colocar-se no lugar do outro. Não é porque ela não tem um irmão
que os adultos não podem ensinar essas habilidades", conta o pediatra
Tadeu Fernando.
Ele está fadado a ser solitário?
A solidão é inerente à própria situação de ser exclusivo. "Esse é o
estigma do filho único: hoje, só; no futuro, sem os pais. Ele não
formará uma família? Ele não terá amigos?", questiona Sueli. E, na
sequência, responde: "É importante estimulá-lo para que saiba e queira
se socializar, algo que deve ser feito com toda criança, seja ela filha
única ou não". A médica Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do
Programa Estadual de Saúde do Adolescente e professora da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo, alerta: "Os pais têm que
trabalhar para facilitar as relações no futuro. Já que a criança não tem
companhia para ir à escola, brincar, levar bronca, os pais têm que
colocar no esporte coletivo - futebol é melhor do que o tênis e a
natação, por exemplo -, têm que proporcionar atividades grupais de
música, teatro, dança. A família deve se integrar também e favorecer ao
máximo a convivência com os primos".
Como lido com a culpa?
Que tal pensar que o filho único é uma opção? "Se é opção, não deve
causar sentimento de culpa nos pais, mas de responsabilidade por uma
escolha feita", afirma Sueli. Encarando dessa forma, fica mais fácil
aceitar que a criança precisa de pequenas frustrações. Albertina
completa: "Não importa se foi uma escolha da natureza ou individual,
porque o produto, o filho, está aí. Não é lidar com a perda, é lidar com
a vitória. Tem que transformar em celebração a coragem de ter filhos.
Isso faz os pais se sentirem mais seguros e menos culpados em dar
limites e exercer a paternidade". Daniella também acena para o fato de
que, muitas vezes, os pais buscam compensar o tempo que passam fora de
casa com mimos ou se preocupando excessivamente com a proteção física da
criança, mas se esquecem de que essas atitudes acabam criando uma
dependência muito maior do que seria saudável.
Como não sobrecarregá-lo com cobranças?
Com a chegada do filho, os pais não devem deixar de lado outros
interesses pessoais e fazer da criança o único foco. "É importante
reservar tempo e disposição para os amigos e para as atividades
prazerosas, como os hobbies", orienta Verônica Montanher, psicóloga do
Hospital Paulistano, em São Paulo. Maneirar nas cobranças também ajuda.
"A criança não deve ser a melhor, a mais forte, a mais perfeita e
tampouco dependente, insegura ou aquela que necessita de toda proteção,"
orienta Sueli. Para Albertina, os pais devem reconhecer e estimular as
habilidades que o filho apresenta sem se projetar - afinal, ele não terá
irmãos para dividir a responsabilidade de atender a tantas
expectativas. "Ter filho único exige grande maturidade dos pais."
Fonte: M de Mulher.
Opinião Pessoal
A principio ficarei apenas com o Meu Tutu acredito que quando ele tiver lá pelos seus 5 anos eu até mude de ideia, ele é muito educado, muito compreensivo, inteligente ao extremo e eu preciso muito me dedicar a dar a ele o melhor, nos tempos atuais tudo é muito difícil eu ainda não tenho condições financeiras de largar o trabalho pra me dedicar apenas a minha casa e minha família,e pra se ter uma condição de dar a ele o melhor preciso ajudar o maridex.
Mas acho muito bacana quem tem mais de 1 filho, mas pra mim que sou filha única ainda opto por ter apenas UM. de fato isso é uma opinião pessoal viu gente rs .
Deem suas opiniões :)
Grande Beijo
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